Salve, galera!
Tanto as conjunções adversativas quanto as concessivas têm valor semântico de oposição. Por isso, com alguns ajustes na frase original, uma pode substituir a outra sem alteração do sentido original. Exemplo:
– O professor deu uma explicação sensacional, NO ENTANTO os alunos não entenderam.
– CONQUANTO o professor tenha dado uma explicação sensacional, os alunos não entenderam.
Note o detalhe dos verbos. Depois de conjunção adversativa, o verbo vem no modo indicativo (entenderam). Depois de conjunção concessiva, o verbo vem no modo subjuntivo (tenha dado). Portanto, a paráfrase (reescritura com o mesmo sentido) só será perfeita gramaticalmente e semanticamente se houver esse cuidado com o verbo que vier depois da conjunção.
Ah! Outra coisa! Muita gente pensa que é possível substituir uma conjunção concessiva, como EMBORA, pela locução prepositiva concessiva APESAR DE, por exemplo. Sim, realmente é possível, maaaaaaaaassss, novameeeeeente, é preciso cuidado no ajuste das frases. Veja:
– EMBORA esteja cada vez mais feliz, tem passado por maus bocados.
– APESAR DE estar cada vez mais feliz, tem passado por maus bocados.
De novo, note o detalhe dos verbos. Depois de conjunção concessiva, o verbo vem no modo subjuntivo (esteja). Todavia, depois de locução prepositiva, o verbo vem sempre no infinitivo (estar)!
Tome cuidado com estes detalhes na hora de reescrever frases.
😉